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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Gigaset anuncia fim da comercialização de telefonia IP







Segundo o gerente de produto e marketing da empresa, Denis Minchiotti, os usuários ainda estão receosos quanto à eficácia da tecnologia; e o mercado não está completamente aquecido. No entanto, quando houver o “boom” do VoIP, a Gigaset voltará ao mercado.
A telefonia IP, apesar de ter se disseminado em vários países em 2010, ainda encontra uma certa dificuldade na compreensão dos usuários quanto aos benefícios do serviço provindo pelas chamadas através da internet.
 
Segundo uma pesquisa de mercado da IT Data, atualmente, 54% das companhias brasileiras aprovam negócios em Telecom com a telefonia IP; 26% influenciam o processo; e 26% participa ativamente dos investimentos. Com relação às soluções em si, apenas 26% das empresas utiliza somente o VoIP, contra 37% que ainda não utiliza e 37% que já dispõem da tecnologia internamente, no entanto, mediante a convivência com a telefonia convencional.
 
Desta forma, como este mercado ainda está em fase de amadurecimento, a companhia Gigaset que, até então, trabalhava em portfólio baseado em telefonia convencional e IP, decidiu parar a comercialização dos produtos que realizam chamadas VoIP.
 
Segundo o gerente de produto e marketing da Gigaset Brasil, Denis Minchiotti, a companhia vem acompanhando o mercado de voz sobre IP desde 2008, com presença efetiva no varejo. O executivo afirma que a comercialização do produto surtiu resultados positivos mundialmente falando, na introdução da tecnologia no mercado.
 
Minchiotti explica que a telefonia IP, quando oferecida em comutado com as operadoras para os usuários finais, trazia bom resultado. No entanto, a companhia começou a observar, principalmente no Brasil e em países da Europa – Itália, França e mesmo a Alemanha, onde está a sede da Gigaset – que a participação no mercado tem reduzido com o passar do tempo.
 
“Vimos redução de mercado principalmente no varejo, na comercialização direta dos telefones IP. O Brasil, em si, também nunca foi um grande mercado para nós, pois não conseguimos fazer com que os usuários entendessem perfeitamente a tecnologia VoIP. Mesmo o público que respira tecnologia ainda tem receio de adentrar a este mundo”, explica Minchiotti.
 
Desde maio de 2009, a companhia comercializou 8 mil aparelhos IP e este número chegará a 10 mil em meados de março de 2011, quando a companhia fará sua última entrega do A580IP.
 
A partir de então, a companhia continuará operando em soluções residenciais e comerciais, mas com a telefonia convencional. “Continuaremos com o C285, os aparelhos hi-end, que possuem acabamento em metal e Bluetooth e todos do nosso portfólio atual”, ressalta o executivo. Para 2011, a Gigaset planeja dois lançamentos: o menor aparelho sem fio do mundo, para uso doméstico; e um telefone fixo com tela tátil e possibilidade de downloads de aplicativos, por ter estrutura Wi-Fi. Minchiotti não revelou mais detalhes sobre os novos produtos.
 
Questionado sobre uma possível volta da Gigaset ao mercado IP, Minchiotti afirma que esta não é uma parada definitiva de comercialização deste segmento na empresa. “Sabemos que a tecnologia VoIP vai evoluir. No entanto, se você perguntar a qualquer empresa quando será o grande momento, o ‘boom’, ninguém saberá te responder. Deixaremos, então, a tecnologia como em stand by. Assim que houver o sinal de que a voz sobre IP efetivamente está crescendo, voltaremos a investir sim no setor”, explica, afirmando que a companhia continua acompanhando os balanços deste segmento no Brasil e no mundo.
 
A decisão foi tomada após a visita do gerente mundial de marketing e produtos, Eric Schmidt, em uma reunião para a discussão sobre o portfólio para o Brasil em 2011 e 2012.
 
Mesmo com a parada na comercialização, Minchiotti afirma que a companhia manterá a assistência técnica do produto. “Os usuários não ficarão desamparados. Ainda ofertamos a garantia e continuamos com os nossos centros de reparação no país. Isto continuará assim, mesmo quando pararmos, de fato, a produção”, completa.
 
Gigaset x Siemens
 
Com parceria desde 1998, a Gigaset e a Siemens mantiveram o processo de transição da marca, cujo contrato previa que 80% desta seria da Gigaset e os 20% restantes, da Siemens.
 
Em 2008, a Siemens vendeu 80,2% da sua divisão de telefones para a Arques Industries. Até então, a junção da Siemens com a Gigaset era a líder de mercado, com registro de faturamento de €792 milhões em 2007.
 
Esta parceria continua somente até outubro de 2011 pois, segundo Minchiotti, a marca Gigaset quer entrar em maior evidência. “Todos os produtos em si comercializados com o logo Gigaset ficarão assim. Para a Siemens, não mudará em nada”, finaliza.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Os caminhos da telefonia IP para os próximos anos


O aumento de disponibilidade de banda e da capilaridade de acesso eleva o grau de mobilidade da telefonia IP e viabiliza aplicações IP móveis, remotas e baseadas na localização do usuário.
Foi nos meados da década de 90 que surgiu o protocolo SIP (Protocolo de Iniciação de Sessão), utilizado na maioria esmagadora das soluções de telefonia IP utilizadas no mercado hoje. Apesar disto, foi somente no início da década atual que a telefonia IP ganhou visibilidade para o grande público no Brasil, principalmente em função do lançamento de serviços como o Skype e da explosão de operadoras VoIP mundo afora.

Ao mesmo tempo em que crescia exponencialmente o frisson em torno das aplicações de telefonia IP para o público de varejo, formado pelos usuários domésticos, as soluções corporativas de telefonia IP amadureciam e experimentavam os benefícios do ganho de escala. Foi desta maneira que as aplicações de telefonia IP passaram a fazer parte da vida de pequenas, médias e grandes empresas, oferecendo mobilidade e redução de custos.

Aos poucos, a tecnologia que antes se limitava a prover comunicação entre usuários distantes foi ganhando espaço dentro da empresa, baseando-se em atributos de convergência de redes, integração de plataformas e sofisticação. As plataformas híbridas se fizeram presentes de forma que usuários de telefonia tradicional passaram a compartilhar espaço com usuários de telefonia IP, com seus telefones avançados, softphones e smartphones.

Em cima desta base de crescimento da utilização da telefonia IP projeta-se a inversão da curva de adoção tecnológica, com sinais cada vez mais claros de que, nos próximos anos, os novos usuários de telefonia corporativa e empresarial estarão preponderantemente em meios IP em detrimento dos tradicionais telefones analógicos ou digitais.

O aumento de disponibilidade de banda e da capilaridade de acesso está expandindo e continuará nesta trajetória, elevando o grau de mobilidade da telefonia IP e viabilizando aplicações IP móveis, remotas e baseadas na localização do usuário.

Embora haja um longo caminho no que diz respeito ao custo da banda larga no Brasil, haverá ganhos em função do aumento da concorrência pelo embate dos serviços de banda larga das operadoras de celular, operadoras de telefonia fixa e das operadoras a cabo, disputa esta que pode ainda ser apimentada com a regulamentação de serviços baseados em PLC (Power Line Communications), que se propõem a levar banda larga sobre as redes de fornecimento de energia elétrica. Somem-se a isto as iniciativas do governo para a universalização da banda larga e completa-se a cesta de concorrência nos serviços de acesso em banda larga.

Com maior disponibilidade de acesso, o uso da telefonia IP para a comunicação entre unidades distintas de uma empresa ou órgão público passa a ser ainda mais natural, portanto classificando-se também como uma aplicação em franca expansão.

Resta dizer que a fase em que a telefonia IP foi questionada do ponto de vista tecnológico ou mercadológico já passou. O mercado vigente reconhece os benefícios e as condições de uso da telefonia IP. Os próximos anos se mostrarão como um cenário de consolidação da maturidade da telefonia IP, viabilizando a construção de aplicações cada vez mais integradas, interativas, móveis e convergentes.